Os dias chuvosos pedem sol, os dias frios pedem casacos quentes, os acima (e todos os outros!) pedem a vida recheada de ❤ E sim, eu sei que sou lamechas, mas há lá melhor coisa do que vivermos apaixonados pelos nossos dias?
Este sobretudo nasceu de uma fazenda com mais de 50 anos, saída de um dos baús da minha avó Ema e ao contrário do que aconteceu com muitos outros projetos que (infelizmente) ficaram inacabados, nunca deslindámos para que estava destinada esta peça de tecido. Nas minhas mãos estava já há alguns anos, mas como “em casa de ferreiro, espeto de pau”, foi só no ano passado que o tecido virou roupa!
Enfrentámos as vicissitudes de termos que fazer as omeletas com os ovos que tínhamos, não havia forma de ir comprar mais meio metro de fazenda e eu tinha ideias fixas de que queria um casaco comprido, compriiiiiiido. E com roda. Sendo que, a acrescer ao desafio, ainda tínhamos acerto de riscas. Um pequeno pesadelo, portanto.
Valeu-me a mestria – digo, magia! – que só a “minha” mestra Aida consegue fazer nestes casos em que, como dizemos no atelier, faz crescer o tecido. E não é que fez? 😀
Cortado em #redingote, nome derivado do inglês riding coat, originalmente uma peça de vestuário masculina, característica dos séc. XVIII e XIX, usada para montar a cavalo e portanto com características específicas, entretanto transpostas também para o vestuário feminino e trazidas até aos dias de hoje: normalmente um casaco comprido, largo em baixo e bastante cintado.
Este, por ser a concretização de um projeto, com um tecido escolhido pela minha avó (e eu que adoro usar branco no inverno!), deixa-me particularmente feliz!



